PASSATEMPO – Ganha convites duplos para a antestreia do filme de animação “Kubo e as Duas Cordas”

Queres assistir ao filme de animação “Kubo e as Duas Cordas”? A Última Sessão oferece, em parceria com a NOS Audiovisuais, convites duplos para a antestreia de 3 de Setembro, em Lisboa e no Porto (11h00).

O filme mKubo e as Duas Cordas 8SETostra-nos o inteligente Kubo, que ganha a vida de forma humilde, contando histórias fantásticas às pessoas da sua cidade. Por isso mesmo, queremos saber “Qual a história mais fantástica que o teu filho (ou uma criança da família) já te contou?”. Os autores das respostas mais criativas, avaliados pela equipa da Última Sessão, recebem um convite duplo para a antestreia na cidade que escolherem (Lisboa ou Porto).

Serão oferecidos 10 convites duplos por cidade às respostas mais criativas. A participação deve ser feita através do formulário abaixo, até dia 31 de Agosto. Os vencedores serão anunciados no dia 1 de Setembro, na página do Facebook da Última Sessão.

Só serão consideradas as participações que preencherem de forma válida todos os campos do formulário.

SINOPSE DO FILME

“KUBO E AS DUAS CORDAS” é um épico de acção e aventura num Japão de fantasia, do aclamado estúdio de animação LAIKA. O inteligente e bondoso Kubo (voz de Francisco Magalhães Ferreira) ganha a vida de forma humilde, contando histórias fantásticas às pessoas da sua cidade à beira-mar, incluindo Kameyo (Simone de Oliveira), Hosato (António Melo) e Akihiro (José Neto). Mas a sua relativamente tranquila existência é destruída quando acidentalmente convoca um espírito mítico do seu passado que desce dos céus para cumprir uma antiga vingança. Agora em fuga, Kubo junta forças com a Macaca (voz de Vera Kolodzig) e o Carocha (Paulo Pires) e inicia uma emocionante jornada para salvar a sua família e resolver o mistério do seu falecido pai, o maior samurai que o mundo alguma vez conheceu. Com a ajuda do seu shamisen – um mágico instrumento musical – Kubo tem de lutar com deuses e monstros, incluindo o vingativo Rei Lua (João Ricardo) e as maldosas irmãs gémeas (Jani Zhao), para desvendar o segredo do seu legado, reunir a sua família e cumprir o seu heróico destino.

Notas sobre o passatempo:
a) O passatempo decorre até às 23h59 de dia 31 de Agosto.. Não serão consideradas participações enviadas após essa hora/dia.
b) Apenas é permitida uma participação por nome/e-mail.
c) Cada convite é válido para duas pessoas.
d) Os vencedores serão contactados por e-mail e os seus nomes divulgados no Facebook da Última Sessão.
e) Os vencedores poderão levantar o seu convite duplo no próprio dia do filme, nos cinemas respectivos, indicando o passatempo Última Sessão.

“A Vida Secreta dos Nossos Bichos” (2016)

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“A Vida Secreta dos Nossos Bichos” (2016) estreou na passada quinta-feira nas salas portuguesas e tornou-se automaticamente num fenómeno de bilheteiras, ultrapassando o actual líder “Esquadrão Suicida”, conquistando uma bilheteira na ordem dos 800 mil euros, o melhor registo nacional do ano.

Estive num cinema vizinho aqui da região e de facto sala cheia. Qual o segredo deste sucesso? Começa obviamente pelo grande número de salas em que estreou a exibição desta película, 104, e estende-se pelo facto de ser um filme infantil, mas que adquire carácter familiar, aliciando as crianças de várias idades e seus tutores a acorrerem às salas.

Do mesmo realizador do bem sucedido “Gru- O Maldisposto”, Chris Renaud, aqui numa parceria com o estreante Yarrow Cheney, o filme leva-nos até um bairro nova-iorquino onde ficamos a conhecer os diferentes animais que vivem nas redondezas, como interagem entre si e como se entretêm nas horas que os donos passam fora de casa. O tom é descontraído e ligeiro e agarra logo a atenção dos espectadores mais pequenos, arrancado gargalhadas também aos graúdos. E é nesta pequena apresentação da vida secreta que os animais levam na ausência dos seus donos que ficamos a conhecer Max, a personagem central desta trama, um cão de porte pequeno que vive uma vida tranquila e feliz com a sua dona, até ao dia em que esta adopta mais um cão lá para casa, Duke, um enorme cão castanho felpudo.

Entre Max e Duke há uma inimizade instantânea, o que os leva a meterem-se em sarilhos ao afastarem-se do grupo de cães, durante uma saída com o rapaz que passeia cães. Perdidos na grande metrópole os problemas de Max e Duke começam com a perseguição por parte dos funcionários do canil e continuam ao travarem conhecimento com Snowball, um coelhinho branco que foi abandonado e é um verdadeiro gangster de Nova Iorque que domina toda a vida animal de rua. A partir daqui como podem imaginar as peripécias são hilariantes, sucessivas e envolvem diversos personagens do reino animal bem característicos.

Um óptimo filme familiar excelente para ir ver ainda neste Verão ou aguardar pelas férias natalícias e reunir toda a família em torno da TV.

MOTELX: Solta o zombie que há em ti!

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Para quem sonha com filmes de terror – e não perde a oportunidade de assustar os amigos –, há uma competição a não perder: a Yorn microCURTAS, no âmbito do festival MOTELX. Pega no telemóvel (ou no tablet) e filma a tua curta de terror, com uma duração até dois minutos.

Encena uma noite de mortos-vivos ou a invasão alienígena da Terra que acaba em splatter.  Convoca os espíritos da floresta e o maluquinho do machado que vive na tua cave, fazendo-os comunicar com uma tábua ouija. Liga à tua prima afastada que assustaria até o Chuck Norris e chama-a para o papel principal. Chama também o outro primo que toca órgão na igreja para uma banda sonora à altura. Podes até ir buscar o D. Sebastião em versão zombie – parece que ele está na moda este ano e até vai fazer uma perninha ao MOTELX de qualquer das formas, pelo que o cachet é mais barato. Mas faz tudo isso até 26 de Agosto – a data limite para submeteres o teu vídeo.

Depois disso, vem a melhor parte: as curtas-metragens finalistas (até um máximo de 30) serão exibidas durante o MOTELX. Será também durante o festival internacional de cinema de terror de Lisboa – que este ano decorre entre 6 a 11 de Setembro – que serão conhecidos o grandes vencedores. O autor da melhor curta recebe um projector HD Portátil, enquanto ao segundo classificado recebe um smartphone.

Queres saber mais informação sobre o regulamento e submissão dos vídeos? Passa pela página oficial do festival.

Em contagem decrescente para a loja de horrores lisboeta

Luzes, câmaras e… sangue! O MOTELX está quase a abrir as portas para a edição deste ano e a capital portuguesa mal podia esperar. A competição de curtas em telemóvel é apenas uma ínfima parte dos horrores que esperam quem se aventurar no cinema S. Jorge e, do outro lado, no Teatro Tivoli BBVA. Entre os filmes das várias competições, as sessões de retrospectiva e as estreias em solo nacional de novidades do terror dos quatro cantos do globo, o difícil vai ser escolher o que ver.

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“Baskin”, de Can Evrenol

 

A grande novidade deste ano é a piscadela de olho do festival às longas-metragens. O MOTELX parou, definitivamente, de rodar apenas em curta e quer chegar a outro estatuto – promovendo, pelo caminho, a produção nacional de terror. O vencedor da Melhor Longa Europeia, nesta primeira edição, vai directo para a competição internacional Méliès d’Or, promovida pela Federação Europeia de Festivais de Cinema Fantástico.

Para decidir quem é o grande vencedor, a organização do festival pediu ajuda a um trio improvável: um realizador norte-americano, um cineasta italiano e um músico da Brandoa. Mick Garris, Ruggero Deodato e Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, são, respetivamente, os membros do júri encarregues de escolher a Melhor Longa do Festival.

Mick Garris é um repetente orgulhoso: esteve presente na primeira edição do MOTELX e volta agora para o 10º aniversário. O veterano do terror, que já trabalhou com Stephen King e Steven Spielberg, tem uma longa experiência de argumentista, realizador e produtor. Já Ruggero Deodato é uma estreia especialíssima nesta edição do MOTELX. Com mais de sete décadas de vida, o cineasta estreou-se com os gigantes do cinema italiano, sendo assistente de realização de Rossellini, Bragaglia e Corbucci. Mais tarde, e em nome próprio, assina o clássico “Holocausto Canibal”, filme que motivou até uma ida de Deodato a tribunal, na Itália, para provar que os atores continuavam vivos após as dentadas cinematográficas.

Na estreia da competição de longas do MOTELX, tomem nota dos sete filmes finalistas:

  • “Baskin” (Turquia / USA, 2015) de Can Evrenol
  • “K-Shop” (Reino Unido, 2016) de Dan Pringle
  • “The Noonday Witch” (República Checa, 2016) de Jiri Sádek
  • “Psychonauts, the Forgotten Children” (Espanha, 2015) de Pedro Rivero, Alberto
  • “Shelley” (Dinamarca / Suécia, 2016) de Ali Abbasi
  • “Like a Cast Shadow” (Alemanha, 2015) de Michael Krummenacher
  • “Villmark Asylum” (Noruega, 2015) de Pål Øie

Terror em dose concentrada

Presença constante do MOTELX, a competição Melhor Curta Portuguesa dará também, ao grande vencedor, um passaporte carimbado para a competição internacional Méliès d’Or. Além da oportunidade de brilhar no palco europeu, a competição de curtas traz também um prémio monetário. O autor da Melhor Curta do festival lisboeta recebe cinco mil euros. Sim, leram bem: cinco mil euros. A quantia é choruda e assume-se como o maior prémio monetário de cinema em Portugal, para um género ainda olhado de lado por muitos (dentro e fora da indústria).

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“Palhaços”, de Pedro Crispim

 

Aqui a corrida faz-se a 10 finalistas, entre palhaços, diabos e espíritos.

  • “Dentes e Garras 2” (Portugal, 2016) de Francisco Lacerda
  • “Jigging” (Portugal, 2016) de Ramón de los Santos
  • “A Caverna” (Portugal, 2016) de Edgar Pêra
  • “Na floresta… corre!!!” (Portugal, 2016) de Nuno Soler e Ruben de Sousa
  • “Oneiros” (Portugal, 2015) de Gustavo Silva
  • “Post Mortem” (Portugal, 2016) de Belmiro Ribeiro
  • “Palhaços” (Portugal, 2015) de Pedro Crispim
  • “Que é feito dos dias na cave” (Portugal, 2016) de Rafael Almeida
  • “Por diabos” (Portugal, 2016) de Carlos Amaral
  • “Retorno” (Portugal, 2015) de Manuel Brito

Uma década de MOTELX e até D. Sebastião vem celebrar

Em ano de aniversário especial – 10 edições é um número redondo que convida a festa sangrenta – o MOTELX vai exibir mais de 70 sessões durante os seis dias de festival. Além de filmes, há também workshops, masterclasses e conferências – sempre dedicadas ao universo do terror, às suas técnicas e segredos.

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“Sadako vs Kayako”, o filme japonês que juntou os universos de “Ju-On” (“The Grudge”) e “Ringu” (“The Ring”) pode ser uma das estreias mais aguardadas do festival, mas outro duelo ameaça roubar atenções: Lobo Mau vs. D. Sebastião. O primeiro é, como vem sendo hábito, o nome da programação infantil do festival. Já El Rei D. Sebastião, personagem da História portuguesa, foi recuperado pela organização do festival para ser o símbolo desta edição do MOTELX – um pouco mais putrefacto do que mostram os livros de História, é certo. Para celebrar este aguardado regresso, em noite de nevoeiro, o MOTELX promove um misterioso passeio Lisbon Walker em torno do universo de D. Sebastião. A não perder, durante os dias do festival.

MOTELX: www.motelx.org

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“Pete’s Dragon” (2016)

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Pete’s Dragon” (2016) ou “A Lenda do Dragão” na versão portuguesa é a mais recente aposta da Disney, que mais não é do que um remake do musical live-action com o mesmo nome.

Este remake ficou a cargo de David Lowery e traz-nos a história de um rapazinho órfão, Pete ( Oakes Fegley), que ao ver-se perdido no meio da floresta encontra proteção e um amigo verdadeiro num dragão verde, com o poder da invisibilidade, o qual batiza de Elliot (a quem John Kassir empresta a voz). A vida de Pete com o seu dragão na floresta é feliz e desprovida de preocupações, ambos brincam e exploram o desconhecido o dia inteiro, sonhando com mil aventuras.

Contudo, esta paz aparente é atormentada por um grupo de madeireiros que avança violentamente floresta adentro, abatendo com ganância cada pinheiro. A curiosidade e um misto de medo levam Pete a espreitar por entre as árvores o trabalho dos madeireiros e é descoberto. Aí começam os problemas, a população ao encontrar um jovem rapazinho perdido na floresta resgata-o e tenta integrá-lo, mas rapidamente chegam também ao seu amigo dragão, de quem as lendas e o folclore antigo sempre falaram. As atitudes dividem-se, há os que respeitam a mãe natureza e a singularidade mágica do dragão, percebendo que não é um animal perigoso, e há os gananciosos pela grandiosidade da descoberta, tentando tirar dividendos da mesma.

O dragão ao sentir-se acicatado reage e insurge-se, mas a amizade verdadeira entre este e Pete vai trazer um final feliz à história.

Um filme capaz de fazer as delícias das famílias, mas que não acrescenta nada de novo ao universo Disney. Uma película que joga pelo seguro na sua premissa e que coloca a amizade e o respeito pela mãe natureza na ordem do dia.

O recurso às tecnologias pactuais foi bem explorado e emprestou a este clássico uma magia diferente, com um espetacular exemplar de um dragão em CGI, capaz de impressionar miúdos e graúdos.

A crítica a este remake tem sido positiva e mesmo em termos de bilheteira esta aceitação tem tido repercussão.

[Amélie Poulain]

“The BFG” (2016)

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“The BFG” (2016), na versão portuguesa “O Amigo Gigante” é a nova aposta de animação de Steven Spileberg. O filme conta com argumento de Melissa Mathison, que já tinha trabalhado com Spielberg em “E.T. the Extra-Terrestrial”, e baseia-se no romance de Roald Dahl, com o mesmo título.

A história é simples, a pequena Sophie (Ruby Barnhill) é uma criança vivaça e curiosa que vive num orfanato e as suas persistentes insónias fazem com que uma noite ao espreitar pela janela ela descubra uma criatura gigantesca e assustadora. A criatura ao ser vista sente-se ameaçada e rapta a pequena Sophie, levando-a consigo para a Terra dos Gigantes. Chegados ao destino Sophie percebe que o gigante é uma alma bondosa e é constantemente aterrorizado pelos seus pares, por não se alimentar de carne humana como eles.

Para além disso o gigante tem outra particularidade, ele é um guardião de sonhos, sendo o responsável por os levar até às pessoas.

Sophie e o gigante travam uma amizade especial, mas a Terra dos Gigantes é de demasiado perigosa para a criança. Aliás os gigantes são um perigo constante para a humanidade com a sua fome de carne humana. Assim, Sophie e o seu amigo Gigante urdem um plano que envolve a rainha de Inglaterra e as suas forças militares para pôr fim à ameaça dos gigantes.

Uma aventura mágica, com a puerilidade de uma história do antigamente, mas com recurso à tecnologia mais actual, que transporta miúdos e graúdos para um mundo mágico e imaginado. Um sem fim de trocadilhos linguísticos deliciosos a que os livros de Dahl tão bem nos habituaram. Um filme familiar que vale bem a pena ver nestas férias!

[Amélie Poulain]

 

 

Não é um filme, mas podia ser

É sobre os heróis improváveis que se escrevem as melhores histórias. É nos momentos mais improváveis que nascem as epopeias mais célebres. “Podia ser um filme”, disse José Fonte, depois de se sagrar campeão europeu em Paris, no domingo. Podia, pois.

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Podia ser um filme de Steven Spielberg. Épico, glorioso, uma verdadeira carta de amor a uma nação. No campo de batalha nada se perdoa, tudo se destrói sem solução à vista. Os heróis, infelizmente, também tombam. E, quando as coisas começam a correr mal, os azares sucedem-se e ninguém parece capaz de os travar. Mas não se assustem, é um desafio apenas ao alcance dos melhores, capazes de carregar todo um povo aos ombros: os americanos portugueses.

Tinham um missão aparentemente impossível, fazendo lembrar aquela que o capitão Miller acatou em O Resgate do Soldado Ryan (1997). Neste caso era o resgate do título prometido que, há 12 anos, nos escapou por entre os dedos e seguiu na bagagem dos gregos. Difícil, mas não impossível. Tal como em Indiana Jones e o Templo Perdido (1984), podem arrancar-nos o coração e passeá-lo à nossa frente, mas jamais nos roubarão a alma.

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Também podia ser um thriller de Alfred Hitchcock, daqueles carregados de suspense, suor e lágrimas. Poderia jurar que, no domingo, a cada investida dos franceses na nossa direcção, se ouvia uma música ameaçadora. No contragolpe que se seguia, a nossa revolta entoava tão alto que levávamos as mãos à cabeça e roíamos as unhas. Medo, dirão alguns, mas as marcas que ainda hoje guardamos são apenas sinal da nossa coragem.

A fazer lembrar Os Pássaros (1963), tivemos uma nova praga, menos glamourosa, quiçá, de traças. E nós assistíamos a tudo de um’A Janela Indiscreta, analisando ao pormenor cada acção e não perdoando qualquer falha. Apontámos vilões e celebrámos heróis, desafiámos sonhar e subir tão alto que, agarrados ao topo, temíamos um desfecho hitchcockiano, ao jeito de A Mulher Que Viveu Duas Vezes (1958).

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Podia ser um argumento de Wes Anderson. Com uma dose de criatividade, duas de sonho e três de loucura. E cor, muita cor. Entre personagens inusitadas e momentos surreais, ao ritmo da magia que habita até os momentos mais banais, os underdogs vão conquistando a passos largos o território francês, rumo a Paris. Em fuga, qual Moonrise Kingdom (2012), com os críticos e descrentes sempre no nosso encalço, recordando-nos de como somos demasiado novos, demasiado inexperientes, demasiado tudo.

Talvez nesse momento Wes pegasse no telefone e ligasse a Adam Brooks. Afinal, ele sempre teve um fraquinho por finais felizes. Assim como em Wimbledon – Encontro Perfeito (2004), estávamos perante o jogo das nossas vidas, onde tudo se ganha ou tudo de se perde. Assim como em Para Sempre, Talvez… (2008), as certezas só se tornam eternas quando são postas em causa.

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Daniel Day-Lewis e Meryl Streep seriam os actores principais porque são capazes de interpretar qualquer personagem. Não seria fácil dar vida à história de Éder, um rapaz cujas desventuras apenas tornaram mais forte aquele remate certeiro à baliza, contrariando todas as probabilidades. Não seria fácil recriar Cristiano Ronaldo, um jogador tão único que, mesmo sem a bola nos pés, consegue decidir um jogo. Chorariam lágrimas tão autênticas como as suas?

E Fernando Santos? Há algum actor capaz de repetir as suas palavras com a mesma convicção?

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A vida, tal como o cinema, tem destas coisas. É difícil, podemos sair de coração partido, mas permanecemos colados ao ecrã na expectativa. Os palpites certeiros são tão falíveis como a postura num momento mais tenso. Os heróis nem sempre são premiados. Os vilões nem sempre são castigados. Não controlamos nada. E, nos momentos em que tudo começa a correr mal, podem crer que a tendência é para piorar ainda mais. Quem procura contas certas e desfechos rápidos e felizes não foi feito para uma sala de cinema… Nem para um jogo emotivo como o de domingo no Stade de France, em Paris.

Podia ser um filme? Sim. Talvez o seja realmente um dia, no futuro. E, quando as luzes se apagarem no cinema, sairemos com a certeza de que também nós fomos eternizados naquela tela. Se não houver filme, não se preocupem. Todos nós, portugueses, somos personagens deste filme (que ainda não o foi), pois o cinema é feito da mesma massa dos sonhos.

O Trailer

[Sophie Kowalsky]

Sessão Com a Presença do Realizador Manuel Mozos

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Na terça-feira da passada semana, dia 28 de Junho, esteve novamente em Tomar, a convite do CineClube de Tomar, o realizador Manuel Mozos, numa sessão em que foram exibidos três dos seus trabalhos.

“Cinzas e Brasas” (2015), uma curta de ficção filmada na aldeia dos Montes, concelho de Tomar, abriu as hostilidades e trouxe-nos uma história crua de uma vida marcada pelo alcançar de objectivos, pelo sucesso, que no fim não mais trouxe do que solidão, frieza e uma sobrevivência premente. É a história de Dulce, interpretada por Ana Ribeiro, na sua versão mais jovem e Isabel Ruth, na idade madura, uma escritora famosa para quem a vida foi um conquistar de metas, mas viveu esta mulher realmente, foi feliz? Não, e a Dulce madura é uma mulher marcada pela vida e solidão, a quem reaparece um homem do passado. E é entre cinzas e brasas que tudo culmina…

A segunda curta-metragem exibida, “A Glória de Fazer Cinema em Portugal” (2015), foi um projecto desenvolvido a convite para integrar o Festival de Curtas de Vila do Conde, o mote é que teria de estar relacionada com a localidade. A partir daí Manuel Mozos constrói uma história divertida e empolgante baseada numa carta real de José Régio, em que este demonstra o desejo de fazer experiências cinematográficas e expandir “a glória de fazer cinema em Portugal”. A carta é real, mas a investigação feita pelo realizador e pelos outros membros envolvidos na curta, incluindo alunos da Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo do Porto, que colaboraram com o projecto, levou a um beco sem saída. Deste modo, estamos perante uma história de ficção, genialmente bem arquitectada. Destaque, ainda, para o trabalho desenvolvido em película, que deu um realismo à história que nos trouxe personagens e paisagens de outros tempos, consumando uma nostalgia pelo cinema de antanho.

Por fim, foi exibido “Ruínas” (2009) uma hora de pura inquietação, de uma beleza quase macabra. Escombros, ruínas, lugares fantasmas de norte a sul de Portugal. Um filme minimalista, de planos simples, etéreos, de tempo que estancou e não mais corre. O som de fundo é a natureza envolvente, os carros que passam ou o silêncio natural de onde nada existe, acompanhado pela narração do que marcou o local, dos menus dos restaurantes, dos quadros de pessoal de locais de trabalho, dos relatórios clínicos dos doentes de um sanatório. Um retrato simples, mas com uma força extraordinária, que não pretende de forma nenhuma ser saudosista ou derrotista, mas sim uma passagem pelo que foi, pelo que marcou e representou, sem preconceitos ou pesos excessivos.

No final, Manuel Mozos manifestou-se solicito e muito disponível para responder a questões dos espectadores presentes que se mostraram interessados e dinâmicos, dando origem a uma agradável conversa que permitiu saber mais sobre a história por detrás da história de cada um daqueles filmes.

“Now You See Me 2” (2016)

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Aquele momento em que chegas ao cinema para ver “qualquer coisa” e tens duas escolhas: um filme que já viste na semana anterior ou um filme cuja crítica é abaixo de fraquinha. A decisão recai no fraquinho, que pelo menos será novidade e foi assim que embarquei no mundo de “Now You See Me 2” (2016) de Jon M. Chu.

Este é uma sequela de “Now You See Me” de 2013 que devido ao seu sucesso de bilheteira colmatou nesta sequela, em que o ilusionismo e o combate ao crime andam de mãos dadas.

Em “Now You See Me 2” a equipa de ilusionistas conhecida como “Os Quatro Cavaleiros” tentam desmascarar o dono de uma multinacional ligada às novas tecnologias que tem o plano de através do seu novo e badalado gadget aceder a informação confidencial a nível global. A falta de confidencialidade dos dados dos cidadãos é exposta, mas a acção que os Cavaleiros prepararam para desmascarar esta trama não tem um final feliz e estes vêem-se raptados e forçados a trabalhar para um dos vilões da história.

A história dá voltas e reviravoltas, espia fantasmas do passado do líder dos Cavaleiros e dos vilões, explora crises pessoais de cada uma das personagens e põe à prova a lealdade de todos uns para com os outros, mas no final com muita ilusão á mistura o desfecho é positivo. Os Cavaleiros asseguram a privacidade dos cidadãos do mundo, expõe-lhes meandros que eles mal imaginavam e são aclamados ao estilo de um super-herói.

No fim penso em todas as péssimas críticas que li e das quais já mal me lembrava, pois obviamente que não estamos perante nenhum filme de culto, nenhuma película que fique para a história, mas sim perante um típico filme de verão, de entretenimento puro e neste caso parece-me que “Now You See Me 2” cumpre bem a sua função.

O elenco é de luxo e reúne no mesmo ecrã Mark Ruffalo, Daniel Radcliffe, Jesse Eisenberg, Michael Caine e Morgan Freeman, entre outros.

[Amélie Poulain]

“Axilas” (2016)

phpThumb“Axilas” é um filme de José Fonseca e Costa, que devido ao seu falecimento durante a rodagem o deixou inacabado. O argumento assenta numa adaptação muito livre de um conto de Rubem Fonseca, escritor brasileiro, e coube a Paulo Milhomens dar um fim à obra inacabada.

“Axilas” é  uma comédia absurda protagonizada pelo actor Pedro Lacerda, que deu corpo ao caricato Lázaro de Jesus, um personagem particular, vetado a uma vida de abandono à porta do orfanato e posterior adopção por uma avó beata convicta à moda antiga.

O filme começa com a morte da avó e respectivo funeral e testamento que deixou o neto adoptivo sem nada e este é o ponto de partida para conhecermos toda a história rocambolesca de Álvaro até ao momento da morte da sua avó e o que sucederia posteriormente, com avanços e recuos da linha temporal.

Lázaro sofreu uma educação católica castradora, tendo o seu escape na poesia e nas idas ao café com os seus amigos castiços, mas a sua libertação completa ocorre no dia em que ele desvenda um dos segredos mais bem escondidos da casa onde vive: o escritório do avó, sempre religiosamente trancado, pois guardava o mais bizarro dos segredos, o seu avó era um maníaco com uma obsessão por axilas. A partir deste momento esta obsessão toma conta também da vida de Álvaro e o desfecho desta história é abrupto e inesperado.

Um filme provocador e com recurso a algumas piadas fáceis, como a crítica exagerada a um catolicismo exacerbado que já é difícil de encontrar no Portugal do séc. XXI, mas que ainda assim nos traz algumas gargalhadas instigantes e uma reflexão sobre os limites da dita normalidade.

Helena, esta não é uma carta de amor. Mas podia ser.

I’m the kind of actor who has ventured into escaping from me.

 

Não demoramos muito a encontrar, em qualquer pesquisa relacionada com Helena Bonham Carter, a palavra excêntrica, esteja ela relacionada com as suas personagens ou com a sua imagem. A actriz, que celebrou no dia 26 de Maio meio século de vida, tem uma vasta carreira no cinema, mas continua a ser vista, por muitos, como a figura tresloucada que, a espaços, surge nos filmes de Tim Burton – e não só.

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No Brasil, o escritor Manoel Carlos tinha uma Helena em todas as suas novelas. Em Tróia, também uma Helena foi nome de tragédia. Eu tenho uma Helena no meu cinema. Helena Bonham Carter é a representação de tudo o que, teoricamente, deverá ser um actor/actriz completo/a: versátil, autêntica, profissional e consistente. E de qualquer classe. Da realeza à população pobre, com muita dose de loucura pelo meio, foram muitas as personagens que ganharam vida no corpo e na voz de Helena.

São mais de 30 anos de carreira, ainda que para a minha geração [na casa dos 20-30] seja mais fácil lembrar os filmes dos últimos 15 anos, uma fase claramente influenciada pelo ex-companheiro Tim Burton. Da versatilidade extenuante de O Grande Peixe (2001) à terrível Rainha Vermelha de Alice no País das Maravilhas (2010), passando pela peculiar Mrs. Lovett de Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street (2007), foram oito as colaborações entre Burton e Helena. Nove, se contarmos que Burton é produtor do recente Alice do Outro Lado do Espelho (2016). O casal, entretanto separado, partilhou uma vida em comum e as telas de cinema, criando uma relação artística que nos leva a, muitas vezes, não conseguir separar a carreira de um da do outro.

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A identidade extravagante que habita o universo das personagens de Helena é, muitas vezes, confundida com a da própria actriz. Estranhamos quando fica sossegada a um canto da sala, sem acessos de loucura ou ataques de fúria. Quase nem a reconhecemos quando surge num papel mais sério, esperando por uma reviravolta inesperada onde ela se revela o Anticristo ou simplesmente uma maníaca que desata a assassinar todos os que a rodeiam.

Por seu lado, as personagens marcadamente caricaturais de Helena não se resumem ao universo de Burton. Facilmente nos lembramos da sua participação em filmes como Os Miseráveis (2012) ou a saga de Harry Potter, onde viveu a inesquecível Bellatrix – odiada nos livros, mas adorada no cinema graças à prestação de Helena. Curiosamente, a actriz esteve quase a recusar o papel por julgar que se tratava de uma participação curta. Foi a própria J.K. Rowling a convencê-la, prometendo um maior destaque na recta final. E cumpriu.

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Quer seja devido às personagens mais emblemáticas e populares da sua carreira, quer pelo seu estilo característico nas passadeiras vermelhas por esse mundo fora, parece missão impossível desligar Helena Bonham Carter da sua imagem. Ou, a bem da verdade, da imagem que foi criada e mediatizada à sua volta. Com um estilo muito próprio, a actriz sempre deu nas vistas na diferentes cerimónias, o que, a juntar às suas personagens peculiares, levou a que a sua personalidade ganhasse tonalidades de excentricidade e, em contrapartida, de uma figura reservada.

No meio de tudo isto, quem é Helena Bonham Carter? Descendente de uma família com história em Inglaterra, Helena caminhou pelos seus próprios pés uma rota que tinha tudo para ser de sucesso. Desde os anúncios televisivos aos lucros na bilheteira, são mais de três décadas com muitas curiosidades, factos menos conhecidos e papéis inesquecíveis para assinalar. Quantas vezes já tiveram de nomear, de cabeça, personagens mais sérias da actriz para justificar uma argumentação? Quantas pessoas tentaram convencer a assistirem ao filme O Discurso do Rei (2010) ou As Sufragistas (2015)? Ou será que, pelo contrário, és uma das pessoas que nós tentamos convencer?

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Helena do outro lado do espelho: a rejeição de Cambridge

Aos 16 anos participou num anúncio televisivo. Em 1983 entrou em A Pattern of Roses (1983), um filme para televisão, e depois em Quarto com Vista Sobre a Cidade (1985). Os primeiros elogios mais rasgados chegariam com Rainha por Nove Dias (1986), a estreia em filmes “reais”. Quatro anos depois seria Ofélia, em Hamlet (1990), sendo que teria a sua primeira e única colaboração com Woody Allen ainda nessa década, em Poderosa Afrodite (1995). Estava destinada a ser musa de um realizador, sim, mas essa sorte calharia a Tim Burton. Entre estas datas são várias as obras, quer no cinema quer na televisão, no currículo de Helena. Hoje totalizam, segundo o IMDb, 88 créditos.

Não obstante, a vida de Helena Bonham Carter – e, por consequência, a nossa – poderia ter sido bem diferente. A actriz foi rejeitada pelo King’s College, da Universidade de Cambridge, por motivos nada relacionados com as suas notas. Os responsáveis tinham receio que Helena abandonasse as aulas repentinamente para seguir uma carreira na representação. Na sequência da nega, a então jovem Helena decidiu concentrar-se exclusivamente na representação. Penso que as palavras de que estão à procura são obrigado, Cambridge.

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Mea culpa, descobri-a demasiado tarde, em Clube de Combate (1999), há uns seis anos atrás. De qualquer forma, foi “amor” à primeira vista. A sua Marla Singer, a personagem feminina mais forte do filme de David Fincher, é uma das personagens mais cruas, profundas e alucinantes que me lembro de encontrar num filme [e não fui a única, até porque temos alguém no blog Última Sessão que adoptou esse nome]. Os traços de loucura, que a actriz ainda hoje interpreta tão bem e de formas tão diferentes, já estavam lá; o discurso fluía com o talento e naturalidade de quem recriara obras de grandes autores, como Shakespeare, e sabe o poder das palavras.

Depois dos filmes da “praxe”, fiquei fascinada com Relações Imorais (2005), onde, com Aaron Eckhart, fez, talvez, o seu filme mais teatral até hoje, quase totalmente apoiado nos diálogos entre as personagens. É nestas personagens mais serenas que encontramos uma Helena diferente e percebemos que, por detrás da exuberância das suas personagens, existe uma actriz capaz de se desligar de tudo e de nos desligar de tudo. Tanto mergulhamos na dureza das suas palavras como, no filme seguinte, viajamos com ela para locais tão mágicos quanto aqueles a que Tim Burton nos habituou. E, longe das personagens desprovidas de valores e limites, encontramos personagens como Edith de As Sufragistas (2015), que nos questionam até onde iríamos em defesa daquilo em que acreditamos.

As nomeações para os Óscares

A primeira nomeação para um Óscar chegaria 13 anos depois da sua estreia em cinema, já Helena tinha 31 anos. Em 1998, a actriz foi distinguida pela sua magnífica prestação em As helena_bonham_carter_1998_03_23Asas do Amor (1997), participando numa disputa que se anunciava perdida desde início. Numa cerimónia dominada por Titanic (1997), Helena
competiu na categoria de melhor actriz principal, mas a premiada seria Helen Hunt, Melhor é Impossível (1997). Entre os nomeados estava a também britânica Kate Winslet, então nomeada pela segunda vez, e que actualmente conta sete nomeações e uma estatueta.

Pouco depois começaria uma nova fase na carreira de Helena. Na viragem do século, e antecipado por Clube de Combate (1999), a actiz optaria por outro tipo de papéis, sendo que a primeira colaboração com Tim Burton teria lugar pouco tempo depois, em Planeta dos Macacos (2001). Desde então há uma grande carga cómica nos filmes com mais sucesso em que participou, pelo que a sua carreira quase pode ser “partida” em duas sucessões de 15 anos bem diferentes. O talento, esse, é o de sempre, mas ainda está por coroar.

Em 2011, Helena voltaria a marcar presença nos Óscares entre os nomeados, no mesmo ano em que se estreou como Rainha Vermelha. Embora O Discurso do Rei (2010) tenha saído vencedor em quatro das principais categorias (melhor filme, melhor realizador, melhor actor principal e melhor argumento original), Helena e Geoffrey Rush, nomeados nas categorias secundárias de interpretação, acabaram por ir para casa de mãos a abanar. Na categoria de melhor actriz secundária, a vencedora seria Melissa Leo, The Fighter – O Último Round (2010). Quase poderíamos apelidar esta falta de sorte de “A Maldição de Tim Burton”: nem o realizador, nem os seus dois actores de eleição (Helena e Johnny Depp) conseguiram, até hoje, sair vitoriosos do Kodak Theatre.

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Uma nova Helena, o talento de sempre

15 anos depois da sua primeira colaboração com Tim Burton, a carreira de Helena parece ter chegado a uma nova encruzilhada. É certo que poderá voltar a trabalhar com o realizador, mas isso dificilmente acontecerá ao ritmo a que estávamos habituados. Como tal, estamos perante uma dupla encruzilhada: Helena terá tendência para se afastar da imagem perpectuada ao longo dos últimos anos, por um lado, e os 50 anos podem já pesar na hora do casting. Quando há actrizes na casa dos 30 que se queixam disso, o que acontecerá a actrizes como Helena?

O IMDb, a biblía do costume, não revela muito sobre o que podemos esperar da actriz. Este ano poderemos vê-la na minissérie Love, Nina (2016) e encontra-se a filmar 55 Steps, ainda sem data de estreia, onde conta com uma equipa de peso – Hilary Swank e Jeffrey Tambor, por exemplo, estão no elenco. Depois disso é uma incógnita. No entanto, quantas actrizes de 50 anos (ou mais) estão no activo e a participar em grandes filmes de forma recorrente? Será que uma actriz do calibre de Helena resistirá ao sistema?

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Em 2009, o The Times colocou-a entre as 10 melhores actrizes britânicas de sempre. Fez história ao tornar-se a primeira mulher a participar em dois filmes com resultados acima dos mil milhões de dólares – Alice no País das Maravilhas (2010) e Harry Potter e os Talismãs da Morte, Parte 2 (2011) -, sendo a quinta profissional a consegui-lo. Já em 2012 seria distinguida como Commander of the Order of the British Empire, pela sua carreira dramática.

 

[Sophie Kowalsky]