Última Sessão

“Poltergeist” (2015)

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Os remakes de filmes de culto são boa parte do investimento de Hollywood actualmente e nem sempre com bons resultados. Os realizadores por falta de criatividade ou por quererem aproveitar o saudosismo do público insistem em revisitar universos de grande sucesso, mas a repetição de fórmulas de sucesso nem sempre significa igual sucesso.

Hoje trago-vos “Poletergeist” (2015), um remake do filme de 1982 com o mesmo título.

O argumento é simples: uma família comum, com os problemas normais de qualquer família muda-se para uma nova casa. A mudança é forçada, fruto da situação financeira da família, o que é sempre difícil de aceitar, mas eles sentem-se esperançosos e tentam refazer a sua vida na nova casa, até que acontecimentos muito estranhos e assustadores se começam a verificar e culminam no desaparecimento para o submundo dos mortos da filha mais nova. A partir deste momento toda a família une esforços para trazer a criança de volta.

Se o filme de 82 arrebatou espectadores e crítica e se tornou num dos filmes de culto dentro do género que é o terror, o mesmo já não se pode dizer desta nova versão, que apesar de ter tido uma bilheteira razoável, foi espicaçado pela crítica por não trazer nada de novo.

Não sou particularmente fã de filmes de terror, mas confesso que nunca percebi bem o fascínio com o “Poltergeist”. Talvez tenha visto esta primeira versão de 82, numa fase algo tardia da minha vida, o que levou a que esta não me surpreendesse por aí além, senti demasiada lentidão na acção, o que tornava as cenas previsíveis e a banda sonora roçava o irritante, mas é preciso não esquecer que este foi lançado nos anos 80 e que de facto se enquadra no que são os filmes da época. Já esta nova versão dirigida por Gil Kenan não acrescenta nada de novo, apenas dá uma roupagem visual melhorada e mais moderna, mas não há suspense, nem aquele friozinho na barriga trazido por um bom filme de fantasmas. Até a célebre cena do ataque do palhaço que fez tremer os espectadores de 82, nesta nova versão é tão denunciada e o próprio palhaço tem um ar angelical, muito diferente do palhaço com ar psicótico do filme antigo.

No entanto, o visionamento deste filme vale sobretudo pela curiosidade. Se são fãs da versão de 82, vejam esta só mesmo para não ficarem naquela curiosidade sobre o que fizeram com o filme, mas preparem-se porque não encontrarão nada de marcante.

[Amélie Poulain]

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