“Fury”: novo trailer

Foi divulgado um novo trailer de “Fury”, o novo filme de Brad Pitt.

Sinopse: Abril, 1945. Enquanto os aliados fazem o seu esforço final na Frente Ocidental, um sargento do exército chamado Wardaddy (Brad Pitt) comanda um tanque Sherman e uma equipa de cinco homens numa missão mortal atrás das linhas inimigas. Em desvantagem e desarmados, Wardaddy e seus homens enfrentam adversidades nas suas tentativas heróicas de ataque no coração da Alemanha nazista.

“Fury” chega aos cinemas em Outubro.

(Gandalf)

Harry Potter e o Príncipe Misterioso – Análise

harry potter
O segundo filme de David Yates, da saga Harry Potter, teve uma pré-produção ligeiramente atribulada. A data de estreia passara de Novembro de 2008 para o verão de 2009. Surgiram rumores de que o filme não estava do agrado dos produtores mas foram posteriormente desmentidos, sendo a especial razão o lucro das bilheteiras , com a estreia no verão seguinte sendo a data mais favorável para a Warner Bros.

O sexto filme da saga mostra um realizador mais capaz, tanto em termos de realização de filmes de grande orçamento como alguém mais conhecedor do mundo, personagens e história (este foi o primeiro argumento escrito depois de terem sido lançados todos os livros). Mesmo com várias partes cortadas dos livros o filme flui bastante bem, com um bom equilíbrio entre mistério, romance e drama. Para além de desvendarmos o passado de Voldemort, o romance anda no ar na escola de Magia e mesmo fora dela, e informações importantes para os dois últimos filmes são reveladas.

A fotografia do filme de Bruno Delbonnel (O Fabuloso Destino de Amélie) é fantástica, não só pelos planos usados mas também no contraste e jogo de luz/sombra (foi nomeado para o Óscar da Academia). Nicholas Hooper, o compositor do filme, melhorou bastante em relação ao seu trabalho no filme anterior. Aqui encontramos músicas bastante mais épicas e dramáticas e que se enquadram muito bem nas cenas. Toda a parte técnica restante é muito boa, da direção artística dos efeitos especiais e os atores continuam o seu bom trabalho nos respetivos papéis (especial atenção ao ator Jim Broadbent que entra neste filme no papel de Horace Slughorn, o novo professor de Poções). O filme teve melhores críticas que o filme anterior e tal como previsto pela produtora, teve bons resultados de bilheteira, arrecadando quase mil milhões de dólares.

*Harry Potter*

Novo filme de George Clooney

Clooney

George Clooney irá realizar novo filme sobre o escândalo das escutas telefónicas que assolou os media ingleses.

O argumento será baseado no livro do jornalista Nick Davies, “Hack Attack” (2014) e será uma produção Sony Pictures Entertainment.

O escândalo aqui retratado teve várias repercussões reais, sendo que o ministro da comunicação da altura, Andy Coulson, foi forçado a renunciar. A polémica levou, ainda, Rupert Murdoch a fechar o jornal «News of the World» em 2011.

[Amélie Poulain]

“MISE-EN-SCÈNE”: Chaplin

chaplinHoje continuamos a viagem pelo mundo de Chaplin, que apesar de ter sido um homem extremamente visionário, inicialmente ofereceu alguma resistência ao advento do sonoro.

“City Lights” (1931) e “Modern Times (1936) foram filmes que apesar de possírem efeitos sonoros e música sincronizada ainda não contavam com diálogos. Estes marcaram as suas últimas criações mudas já na Era do sonoro.

“Modern Times” é uma película bastante curiosas, pois até contém algumas falas, mas estas surgem de objectos como TV’s e rádios e nunca directamente dos personagens, daí ainda ser catalogado como mudo. É, também, a primeira vez que Chaplin dá a conhecer a sua voz ao grande público, pois no final do filme passa a música “Smile”, cantada e composta pelo próprio e interpretada em dueto com Paulette Goddard.

Em 1940, Chaplin oferece ao mundo o seu primeiro filme falado, “The Great Dictator”. Este filme foi uma clara provocação às políticas de Adolf Htler e estreia um ano antes dos EUA abandonarem a sua política de neutralidade, o que viria a provocar algum desconforto nalguns círculos. Também Benito Mussolini é satirizado nesta película. Este acto de coragem e rebeldia política valeu a Chaplin indicações para Óscar de Melhor Filme, Melhor Actor, Melhor Actor Secundário, Melhor Banda Sonora e Melhor Roteiro Original. 

Politicamente Chaplin sempre se assumiu como esquerdista e nunca se coibiu de usar os seus filmes como veículos de crítica, o que lhe valeu grande pressão e perseguição por parte do FBI. Em 1947, o filme “Monsieur Verdoux ” foi boicotado em várias cidades dos EUA e conduziu Chaplin à lista negra de Hollywood. No entanto na Europa o filme foi um sucesso.

Em 1952, Chaplin vai ao Reino Unido participar numa estreia de um filme seu e J. Edgar Hoover, agente do FBI que seguia à época cada uma das suas passadas, aproveitou a situação e revogou o seu visto no país, exilando-o. Chpalin optou, então, por nunca mais voltar aos EUA, permanecendo na Europa, onde viria a falecer, mais especificamente em Vevey, na Suíça.

Foto: Chaplin numa entrevista à BBC

[Amélie Poulain]

“The Deep Blue Sea” (2011), uma viagem entre simplicidade e densidade

deep blue

“The Deep Blue Sea” (2011) é dirigido por Terence Davies e traz Hester Collyer (Rachel Weisz), uma entediada esposa inglesa de William Collyer (Simon Russell Beale). É no personagem de Tom Hiddleston, o ex-piloto de guerra Freddie Page, que ela encontra uma válvula de escape para sua vida tediosa, mas também alguém que ama e para quem realmente quer se entregar. Ao ser confrontada pelo marido, ela será insensivelmente direta ao explicar o que sente e o que quer dali para a frente.

“Amor Profundo” é uma produção marcada por muitos momentos de silêncio, mas a força do filme está mesmo nas conversas travadas pelos seus personagens, uma mistura entre simplicidade e densidade combinada para retratar as agitações internas de cada personagem e os conflitos subsequentes.

William, por exemplo, pergunta à sua mulher: “O que aconteceu com você?”, ao que ela responde, simplesmente: “O amor, Bill. É só”. Page, por sua vez, não hesita em apresentar sua versão para as exigências de Hester: “Não posso ser Romeu o tempo todo!”.

[Edward Daniels]

[ANATOMIA DE UM TRAILER] – Olhar de Perto

Um dos filmes mais emblemáticos das últimas décadas só podia ter um trailer fabuloso. 

Escrito por Alan Ball (não é por acaso que o filme parece um episódio especial de “Six Feet Under”), o argumento de “American Beauty” (“Beleza Americana” é o título nacional) resultou num dos melhores filmes que já tive o prazer de assistir. O argumento engenhoso de Ball agarra nos grandes estereótipos da sociedade e espreme-lhes todo o sumo. Temos o pai com a crise de meia idade, a mãe frustrada que gosta de manter as aparências, o vizinho esquisito que espreita demasiado pela janela, entre muitos outros, mas estas situações iniciais não perduram e há muito mais a dizer destas personalidades.

A ignorância da sociedade está em olhar para os outros como seres uni-dimensionais. A tagline “Look Closer”, usada para promoção do filme, reflecte esta mesma ideia. O trailer passa essa noção ao apresentar as personagens e ao, literalmente, dizer-nos para olhar de perto estas pessoas, que, apesar de fictícias, têm problemas reais. Só isso é o suficiente para vender o filme.

Mais um icónico filme (e trailer) recomendado! 

Questão: Que trailers é que ficaram na vossa memória, por alguma razão, boa ou má?

◉ HAL 9000 ◉