Sugestão: 21 Grams

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Andam à procura de um filme para ver um dia destes? Aqui fica uma sugestão minha: 21 Grams.

Escrito por Guillermo Arriaga e realizado por Alejandro González Iñárritu, 21 Grams conta ainda com a participação Sean Penn, Naomi Watts, Charlotte Gainsbourg, Danny Houston, e Benicio del Toro a dar vida aos seus personagens.

O filme deve o seu título à teoria do físico Dr. Duncan MacDougall, que pretendia conseguir evidência cientifica que comprovasse a existência da alma. Segundo o cientista, imediatamente após a morte um corpo perde 21 gramas, o que deveria equivaler ao peso da alma.

Neste filme, a sucessão dos eventos ocorridos não é mostrada de forma linear, sendo que o passado, o presente e o futuro de cada uma dos 3 principais personagens é mostrado em fragmentos.

Marla Singer

#21Grams

Faleceu Richard Attenborough

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Última hora: Morreu o actor e realizador Richard Attenborough.

Este mês tem sido de luto para a Sétima Arte. Richard Attenborough, de 90 anos, morreu este domingo.

Na carreira, destaque para o filme Gandhi (1982), que realizou e com o qual arrecadou o Óscar de Melhor Realizador e Melhor Filme. Foi também o realizador responsável por Chaplin (1992), filme sobre a vida do mestre do cinema mudo.

Como actor, foi uma das caras mais marcantes em Parque Jurássico (1993), tendo também integrado filmes como A Grande Evasão (1963) e O Extravagante Dr. Dolittle (1967).

Clementine

Harry Potter e o Cálice de Fogo

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Depois da saída de Alfonso Cuarón da cadeira de realizador, o próximo escolhido foi Mike Newell, conhecido na altura pelo filme “Quatro Casamentos e um Funeral”. Este filme foi o ponto de viragem da série na medida em que acontece a primeira morte e o mal regressa em grande, tornando o filme mais sombrio até ao momento (e que se fez notar na faixa etária mínima que se podia ver o filme – no mínimo 13 anos). Temos a entrada de dois grandes atores britânicos, Brendan Gleeson no papel de Alastor Moody e de Ralph Fiennes no papel do vilão Lord Voldemort. Encontramos também aqui uma grande variedade de atores e atrizes internacionais e Robert Pattinson no seu primeiro grande papel em filmes do género.

Sendo um livro grande, a adaptação para filme sofreu grandes cortes em histórias e personagens, o que levou a queixas de vários fãs. No entanto tornou-se um dos filmes favoritos para os que não leram os livros e isso também se notou nas críticas que, tal como as do Prisioneiro de Azkaban, foram igualmente boas. E de facto, tirando o certo exagero em algumas atuações (com destaque para Emma Watson e Michael Gambon), temos um bom filme que não arrasta, com muitas boas cenas de ação, romance (Harry a interessa-se pela primeira vez no sexo oposto), o primeiro confronto entre Harry Potter e Lord Voldemort (a cena do Voldemort na cabeça do professor, no primeiro filme, não conta) e ainda a primeira morte a sério da saga e que ninguém estava à espera.

Tecnicamente continua a ser muito bom, tanto em termos de efeitos especiais como de direção artística (que foi nomeada para um Óscar). John Williams deixou de ser o compositor da saga a partir deste filme, passando o cargo a Patrick Doyle, também bastante capaz e criador de vários temas bons, embora não tenha usado muito o tema principal da saga.

*Harry Potter*

Sugestões Para o Verão

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Para os pobres diabos como eu que vão passar o Verão em Lisboa mais uma proposta!

Começa hoje o Ciclo de cinema ao ar livre “Fitas na Rua”, sessões duplas de cinema ao ar livre que trazem para a rua filmes com nomes de mulher.
“Aos sábados e domingos, curtas e longas metragens percorrem os bairros de Lisboa, transformando-os num cinema a céu aberto. O cinema faz-se acompanhar da música e de festas que se desenvolvem a partir das exibições.”

Confiram a programação: http://www.agendalx.pt/evento/fitas-na-rua-0#.U_nQLPmwKfI

Fonte: Agenda Cultural de Lisboa

[Dora]

Para os fãs da Marvel e DC Comics

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(“I’m 24 but I’m sure my future son will see some of that!”)

Eu tenho 24 anos, mas tenho a certeza que, futuramente, o meu filho irá ver algum filme da Marvel ou DC Comics… E, não é verdade???

Vejam, a enorme lista dos filmes que irão estrear nos cinemas até 2020.

A contar já com a estreia dos “Avengers: Age of Ultron”, em 2015.

[Oskar Schindler]

Regresso ao Futuro: Lucy (2014)

*De 100%…*

Não pode haver dúvidas: Luc Besson sabe definitivamente realizar um épico visual, em que a estética sobressai a cada plano. Lucy inebria-nos, pela sua narrativa de imagens, pelos significados que se cruzam e por uma ficção científica que se afasta das explosões espaciais e segue caminho pelo interior do ser humano e das suas possibilidades. “O ser humano preocupa-se mais com o ter do que com o ser”, sintetiza o Professor Norman (Morgan Freeman), dando mote a todo o filme. E, ao longo destes 89 minutos, fomos acompanhando como seria essa expedição pelo “ser”, passando dos 10% que, diz-se, é a capacidade actual utilizada para o cérebro humano, aos 100% de infinitas possibilidades.

Lucy é ponto central neste processo. E, ao ver Scarlett Johannson como mulher que, não estando definitivamente preparada para tal, é chave do progresso da humanidade, não podemos deixar-nos de recordar Leeloo (Milla Jovovich) de The Fifth Element (1997).

Ambos os filmes de Besson têm a peculiaridade de fazer da protagonista esta espécie de ferramenta e agente do destino global do ser humano, perante um mundo de violência que vai eclodindo à sua volta. No final, uma super-mulher, com um ‘piscar de olhos’ ao que poderia ser um/a possível deus/a.

Cabe a Lucy passar dos 10% aos 100% da capacidade do cérebro, numa sequência de eventos fortuitos que a levam, primeiro, a ser ‘mula de droga’ e, depois, a sofrer as consequências da nova droga experimental que se infiltra no seu organismo. A partir daí, tudo se assume como possibilidades ao ser humano, desbloqueando o controlo total do próprio corpo, de outros corpos e do mundo ao redor, como também explica Morgan Freeman, como conceito teórico apresentado em palestra logo ao início do filme.

Para contar a história (que, verdade seja dita, começa bem atrás, em outra Lucy, a célebre australopiteco), o uso da montagem inicial é, simplesmente, brilhante. Juntando uma linguagem de documentário como breve intervalo da narrativa principal, Besson alcança novos sentidos e leituras. Pena é que o estratagema – que traz de volta ao cinema contemporâneo a montagem paralela de Eisenstein – tenha durado tão pouco em Lucy, sendo substituído pela acção frenética tão aliada à estética dos comic books.

*A 10%*

O que nos leva, lá está, a um dos pontos frágeis do filme. Numa ode ao progresso humano e ao tempo como medida de tudo, a “cowboyada” de Lucy contra um gang asiático não reflecte as grandes aspirações de um argumento que trabalha na superação da humanidade. Ou seja, a acção desmedida servirá para prender audiência, mas, em vez de contribuir para a narrativa principal, vai minando essa premissa-base, destabilizando a história e provocando um único filme de Besson a duas velocidades. Ao contrário, por exemplo, do que acontece no 5º Elemento, em que todas as narrativas e sub-narrativas resultam no caminho por um argumento coeso.

Mas é um filme que vale a pena ver. Nem que seja pela desconstrução do que é, afinal, ser humano. Ter empatia? Ter medo? Ou alcançar o racional puro de um cérebro que tudo pode? Lucy pode não nos ter mostrado a resposta – e ter alguns pontos fracos na sua concepção – mas revelou-nos, certamente, um sem número de dúvidas e possibilidades.

Clementine

*Regresso ao Passado/Regresso ao Futuro é um espaço para recordar clássicos inesquecíveis ou rumar ao futuro imaginado da ficção científica. Sempre aos sábados*