Harry Potter e a Câmara dos Segredos

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Pouco tempo depois do primeiro filme ter estreado, e devido ao seu sucesso, as filmagens do segundo filme não demoraram a começar. A equipa e atores mantiveram-se, com a adição de alguns novos, especialmente de Kenneth Branagh no papel do professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Gilderoy Lockhart (esta adição de um novo professor por ano foi uma tendência que se manteve ao longo do resto dos filmes). Temos uma história mais sombria que a do primeiro filme, embora não exageradamente, e ficamos a conhecer um pouco mais do mundo de Harry Potter. Os atores mais pequenos começaram a entrar na puberdade e isso nota-se nas vozes dos rapazes, que estavam a começar a mudar. Estávamos a seguir a evolução e crescimento dos atores ao mesmo tempo das suas respectivas personagens. É interessante também hoje em dia apanhar certos detalhes no filme que vemos que são importantes em filmes posteriores (o mesmo aconteceu com pormenores no primeiro filme). A qualidade aumentou, especialmente nos efeitos especiais e na ação, e embora a banda sonora se mantenha igualmente boa, vê-se um grande reuso de certos temas do primeiro filme. A duração do filme é maior, e embora seja algo bom na medida em que temos desenvolvimento de certas personagens, talvez não fosse preciso passarmos tanto tempo noutras cenas (o livro é o segundo mais pequeno da saga, o filme é o maior). Este foi o segundo e último filme para o realizador Chris Colombus, tal como para o ator Richard Harris que fez de Albus Dumbledore, e faleceu antes do filme ter estreado nos cinemas. Não foi nomeado para Óscares, e ganhou menos que o primeiro filme nas bilheteiras, mas chegou para o próximo filme ter luz verde e começar a ser produzido.

*Harry Potter*

FROZEN 2 vai ser uma realidade… em livro!

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Depois do sucesso de “Frozen”, a Disney prepara-se para dar continuidade à história de Elsa e Anna. A Random House revelou que está a produzir uma série de livros dirigidos a leitores jovens, que irá continuar a trama do filme. E os fãs nem vão ter de esperar muito… Anna & Elsa #1: All Hail the Queen e Anna & Elsa #2: Memory and Magic serão postos à venda no dia 6 de Janeiro (ainda não são conhecidas datas para Portugal).

Os dois livros seguintes devem sair mais tarde em 2015, devendo ser publicados três ou quatro livros por ano. O salto da sequela para o cinema parece ser uma inevitabilidade, mas pelo caminho pode estar um espectáculo tipo Broadway e outras animações estrada fora… A fazer “render o peixe”

[Sophie Kowalsky]

“MISE-EN-SCÈNE”

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A “Mise-en-Scène” está de volta e com ela está de volta um passeio pelo cinema americano, já aqui abordado.

A sua maior expansão ocorreu entre o fim da 1ª Grande Guerra e 1929, ano este em que começa o advento do sonoro. Esta expansão só foi possível porque conseguiram tornar o cinema algo rentável, sendo um negócio que interessava aos grandes homens de negócios.

Em 1920, a América produzia cerca de 800 mil filmes por ano , muitos dos quais exportavam para a Europa, sendo que grande parte do que se via na Europa começava a ser produção americana.

O sucesso, a rentabilidade e o lucro começam a ser as palavras de ordem e o factor determinante para a escolha de argumentos. Os produtores são vistos como verdadeiros reis e é implementado um “star-system”, em que as vedetas estão na ordem do dia e são, essencialmente, elas que acabam por ditar, em grande parte, o sucesso das produções.

O fausto e a luxúria estão presentes na maioria das produções americanas. Tudo é um sonho, recheado de glamour, que maravilha tudo e todos, mas isso causa algum “desconforto moral”. Deste modo, William Hays, um parlamentar puritano, impõe um “Código de Pudor”, que para além de limitar o que é mostrado, incita vivamente os cineastas a mostrarem nas suas produções um modo de vida mais condizente com a realidade.

Nesta época Cecil B. DeMille destaca-se pela subtileza das suas obras, mostrando o que pretende, mas de uma forma que não leva à censura.

No meio de tanto luxo e riqueza ainda vão surgindo alguns “westerns”, cada vez mais raros, e há um homem que não deixa morrer a boa velha comédia: Charles Chaplin, de quem falaremos na próxima semana.

Foto: “Fool’s Paradise (1921) de Cecil B. DeMille, um romance baseado no conto “Laurels and the Lady”, de Leonard Merrick.

[Amélie Poulain]

[Deja Vú - quando os filmes imitam a realidade]

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Johnny Cash, June Carter, o mundo do country, o grande romance da história da música: tudo isto foi transportado com sucesso para o cinema, tendo-se transformado em “Walk the Line”.

Cash é um dos mais reverenciados artistas americanos, pela sua sensibilidade de escrita de música ligada à religião, para além de ter tido uma extensa carreira e sido acompanhado quase sempre por Carter, o amor da sua vida.

“Walk the Line” é uma simples biografia, começando no início da inspiração artística do jovem JR até ao momento em que a sua vida envolvida em abuso de drogas e traumas familiares acalma e apenas fica para história uma forte carreira.

Para se interpretar um mestre, era preciso outro mestre e Joaquin Phoenix não falha em nada. Aprendeu a cantar num tom mais próximo possível do tom gravíssimo de Cash, apoiou-se em maneirismos e sotaques e mais uma vez saiu-se vitorioso: o Cash de Phoenix tem uma doçura inocente, um humor que entretém e uma problematicidade credível no ecrã.

Mas o que realmente favorece este filme é a dinâmica de Phoenix com Reese Witherspoon, que ganhou o Óscar de Melhor Actriz. A June Carter de Reese é quase como um bombom no grande ecrã: com um sotaque sulista serradíssimo, uma voz divertida, uma disposição descontraída e uma garra inspiradora, Witherspoon teve, de facto, neste filme, a melhor performance da sua carreira ao interpretar o braço direito de Cash.

É nesta dinâmica que o filme se desenrola: mais do que ser a primeira vida – a problemática – da lenda da música, “Walk the Line” é também uma complexa e credível história de amor entre dois indivíduos que demoram anos a conhecerem-se e a ultrapassarem os obstáculos existentes para poderem, por fim, ficarem juntos.

Para além de conter músicas naturais de uma biografia de um músico, o filme contém um detalhe extremamente interessante e importante: a introdução de Elvis Presley na tour de Johnny Cash e June Carter mostra um lado do cinema que muitas vezes não se vê em biografias – a relação entre os artistas. Ao colocar Elvis, o espectador percebe que enquanto Cash tinha enorme sucesso, ao mesmo tempo, Presley estava a compor o se legado de “Rei do Rock and Roll”. Este crossover dá ao espectador a noção de que os artistas competem entre si e que o tempo não é isolado para um artista. Uma pequena menção aos Beatles mostra que o sucesso de Cash vivia lado a lado com o sucesso da invasão britânica e tal dá uma total credibilidade e autenticidade ao clima cronológico do filme.

Em síntese, “Walk the Line” cumpre naquilo que pretende: entreter o público com uma história credível e romântica tendo como protagonistas um dos mais adorados artistas da América. Para uns, o filme será uma das melhores biografias musicais ou até mesmo um grande filme que se irá querer rever. Para outros, será mais um filme no meio de tantos outros. O que de certeza ficará marcado na história é as interpretações dos dois grandes actores.

[Kat Stratford]

“Big Eyes” de Tim Burton

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Esta é a primeira foto a surgir com Amy Adams no papel de Margaret Keane, no mais recente projecto de Tim Burton intitulado “Big Eyes”.

O filme conta a história da conhecida pintora dos anos 50, margaret Keane, que se celebrizou com as suas pinturas de crianças com grandes olhos. O argumento foca-se na luta judicial de Margaret com o marido, que lhe tenta roubar os créditos do seu trabalho e que no filme é interpretado por Christoph Waltz.

A estreia está agendada para dia 25 de Dezembro nos EUA.

[Amélie Poulain]

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